segunda-feira, 29 de março de 2010

-fui no mangue catar lixo, pegar caranguejo, conversar com urubu.

eu mudo tanto, que no exato momento que aperto o nosso querido botão 'Post' o próprio já está desatualizado.
é uma pena, é uma pena.

não sou mais o mesmo do começo, acho que nunca fui.
não sou o mesmo do final, acho que nunca vou ser.

aproveitem a vida de vocês!

segunda-feira, 22 de março de 2010

Um poema, talvez.

De vez em quando
Meu coração se revira
E é iluminado com todo o amor possível.

De vez em quando
Meu coração se contorce
E é como se despedaçasse em meu peito.

Deus.
Tudo que queria
Tudo que eu queria
É um motivo para tudo isso.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Short shots.

Yeah yeah yeah.
Let's say he knows the what, the why and even how to solve his whole problem.
I kinda have a public, now. So I can obviously start talking to them.
And yet he cannot solve it!

OBS: Está constatação está obsoleta. Ele, na verdade, não sabe nem nunca soube, como resolver seu problema.

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Porque mudar?

Não sei quanto a vocês...
Só sei que não consigo permanecer como a mesma pessoa.


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Arenith Torrang Emperor on 30 de March de 2009 - 13:57:43
Alguém aqui É revoltosamente pensativo. =)

Essa seria a conclusão mais correta.

segunda-feira, 15 de março de 2010

O vidro e o mundo.

Alguém aí ja brincou com a diferença de iluminação nos dois lados de um vidro?
Ninguém?!

Bem, foda-se.
O fato é o seguinte, dependendo da translucidez do vidro ele refletirá mais ou menos luz.
Na minha metáfora, usarei aquele mais translúcido!
O que ocorre, é que:
Digamos que você esteja de um lado do vidro e do outro esteja qualquer outra coisa.
O unico jeito que seja possível para você, enxergar do outro lado do vidro, é que o seu lado possua menos luz que o outro lado.
Caso a iluminação do seu lado seja muito superior, ele se tornará quase um espelho.

Agora veja o mundo.
E perceba, que só o vemos através de um vidro.
Quando estamos radiantes, não vemos nem veremos nada além de nós mesmos (afinal, o mundo não é algo tão luminescente assim).
E a única forma de vê-lo em toda a sua complexidade de detalhes, é apagando-nos por completo e eventualmente esquecendo-nos de nós mesmos.

E então, qual lado você escolhe?

Que cor tem o seu vermelho?

Ele não sabia ao certo quando seu fascínio para com as pessoas havia começado...
Sabia que fazia bastante tempo, ahhhh, isso fazia.
Desde sempre tinha a curiosidade, a vontade, de passar pelo menos UM dia na mente de outra pessoa.
Ver como ela vê. Sentir o que ela sente. Pensar como ela pensa.
Afinal, como ele poderia ter certeza, que o amarelo que ele enxergava era o mesmo que os outros?
Não poderia. Não poderia.

O tempo, inexorável, continuava a seguir seu caminho e trouxe consigo um pouquinho mais de sabedoria.
Sim! Ele não poderia ter certeza. Não poderia viver a vida de outra pessoa. Não sem deixar de ser ele mesmo.
E aí está uma coisa que não lhe era conveniente: Deixar de ser si mesmo.
Procurou então chegar o mais próximo do seu objetivo possível.
Procurou entendê-las, observá-las, analisá-las.
E qual foi o seu espanto, ao perceber o quão fascinante elas eram!
Como era lindo! Como era lindo!
Perceber os padrões, a forma como eles se repetiam!
Se perguntar os porquês, os comos e os entretantos...
Comparar de diferentes ângulos comportamentos, conclusões, aparências!
Era fabuloso.
Depois de analisá-las, podia imaginar.
Como pareceriam quando o peso do tempo lhe caísse na face, como reagiriam...
Era emocionante, mesmo que no fundo, no fundo, ele soubesse que era o unico que podia ver.

Ver o quão fascinante as pessoas eram.